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Infecções

EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES (EPF)

O exame parasitológico de fezes, também conhecido como EPF, tem como principal objetivo a pesquisa de infestações por parasitos intestinais em um indivíduo. As principais formas parasitárias encontradas podem ser ovos, cistos, larvas, trofozoítos, etc.

Duas imagens de microscópio com cistos de Entamoeba coli em amostra de fezes.

A parasitose intestinal é mais comum na infância, porém, não se exclui a possibilidade de um indivíduo adulto, apresentar alguma forma parasitária, já que a principal via de contaminação é proveniente da alimentação, ingestão de água contaminada ou contato direto.

A maior parte dos casos de infestações parasitárias não apresentam sintomas, evidenciando a importância da inclusão do EPF como exame de rotina, e também, da importância da coleta de material biológico realizada de forma correta, para excluir casos de possíveis contaminações de amostras pelo ambiente externo.

É um exame de preparação e análise, relativamente rápidos, podendo ter o resultado em até 24 horas após a entrega da amostra. Casos de contaminação com mais de um tipo de parasitos, também podem ocorrer.

Exemplos de parasitos encontrados em amostras biológicas:

Duas imagens de microscópio com cistos de Entamoeba coli em amostra de fezes.

Entamoeba coli - Cistos esféricos ou ovais que contém até 8 núcleos.

Origem do material: Fezes

Coloração: Lugol forte

Cisto oval de Giardia lamblia visto ao microscópio, corado com lugol.

Giárdia lamblia – Cisto oval. Causador de giardíase, mais encontrado em crianças. Origem do material: Fezes Coloração: Lugol forte

Ovo de Trichuris trichiura, castanho e com aspecto de barril, visto ao microscópio.

Trichuris trichiura – Ovo com cor castanha e aspecto de barril. Origem do material: Fezes Coloração: Lugol forte

Segmento de Taenia sp. corado em roxo, visto ao microscópio.

Taenia sp – T. solium e T. saginata, diferem no número de ramificações primárias laterais do útero: T. solium contém 7-13 ramos laterias e T. saginata 12-30 ramos laterials.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

Autoria

Nathalie G. Freitas

Biomédica · CRMB 5766

Responsável técnico do laboratório: Diego da Silva Faustino · CRF-RS 10062